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Samurai: A vida de Miyamoto Musashi
Autor: Willian Scott Wilson
Editora: Estação Liberdade
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O Bushido foi influenciado também pelos preceitos do Xintoísmo, como a lealdade, o patriotismo, e a reverência aos seus antepassados.
Com tal lealdade para com a memória de seus ancestrais, os samurais empenham essa mesma reverência ao imperador e ao seu daimyo ou senhor feudal.
O Xintoísmo também fornece importância para patriotismo com seu país, o Japão.
Eles crêem que a Terra não existe apenas para suprir as necessidades das pessoas.
"É a residência sagrada dos deuses, dos espíritos de seus antepassados..."
A Terra deve ser cuidada, protegida e alimentada por um patriotismo intenso.
Bushido, literalmente traduzido, significa "Caminho do Guerreiro" (bushi: "guerreiro", do: "caminho").
Neste sentido, o ideograma para caminho, em japonês, é equivalente à forma chinesa “Tao”, e exprime o conceito filosófico de absoluto.
Este conceito traz a idéia de origem, princípio e essência de todas coisas.
“O bushido, significa a vida total do guerreiro, sua devoção a espada, seu respeito às normas ditadas pelo Confucionismo.
Não é apenas um sistema de ética a ser seguido pelas classes sociais.
É a estrada do cosmo, os vestígios sagrados dos Céus, apontando o Caminho”.
O Livro dos Cinco Anéis (Miyamoto Musashi)
Miyamoto Musashi dizia:
- Os homens devem moldar seu caminho.
A partir do momento em que você ver o caminho em tudo o que fizer, você se tornará o caminho.
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Como se tornar um Samurai?
Mas somente isso não formava um samurai no Japão.
É preciso saber o que fazer na hora certa, pois não há muito tempo para pensar.
O inimigo não espera.
Se a família pertencia à classe samurai, o guerreiro já nascia um deles.
Se a família pertencia à classe samurai, o guerreiro já nascia um deles.
Desde a infância sabia que deveria seguir o bushido, o código de conduta dos samurais.
Era instruído e treinado para ser um samurai.
O bushido era ensinado oralmente, de geração em geração, de mestre para discípulo.
Uma das tentativas de colocar em palavras o bushido foi o livro Hagakure, de 1716, que constitui-se de 11 volumes.
Nele, Tashiro Tsuramoto recolheu os ensinamentos de Yamamoto Tsunetomo, samurai que deixou a luta para virar monge.
Segundo o bushido, para o samurai, viver é estar preparado para a morte, é saber morrer.
Não que o código defenda o suicídio ou a morte por motivos tolos, mas que se o samurai tiver que morrer, que não resista, que o faça com a devida honra.
Ele não podia dar sinais de sofrimento até cair morto e devia agüentar a dor sem pestanejar.
A virtude suprema para o Bushido era a lealdade.
O samurai era educado para servir.
Servir com lealdade, prontamente, incondicionalmente.
A lealdade é levada a um nível supremo pelos samurais, que dariam a sua vida pelo seu senhor.
Esse ideal pregado pelo bushido não caiu por terra junto com o feudalismo japonês.
Seu espiríto faz parte da sociedade nipônica.
O orgulho, a palavra e as atitudes são muito importantes para os japoneses.
Nas empresas, virtudes como a lealdade são apreciadas e valorizadas até os dias de hoje.
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Samurais - Espírito Samurai I
Muitos dos guerreiros japoneses já nasceram em uma família de militares.
Isso significa que, desde crianças, eram introduzidos ao código de conduta samurai (o bushido) e aos treinamentos em artes marciais e com a espada.
Espada em punho: Na época das grandes guerras não havia nenhuma regra sobre segurar a espada com a mão direita ou a mão esquerda. Um exemplo famoso é de Musashi Miyamoto, que lutava com duas espadas.
Alguns estudiosos afirmam que ele era canhoto. Embora os primeiros samurais tenham surgido no século X, sua importância na sociedade japonesa foi marcante a partir do início do século XI, quando o clã que comandava o Japão na época, o Fujiwara, começou a perder poder.
Por conta disso, a segurança das terras ficou comprometida, fazendo com que vários proprietários contratassem samurais para se defender.
Mais tarde surgiram os clãs militares e os samurais ganharam notoriedade nacional.
Na era Heian, no século XII, duas famílias, Minamoto e Taira, tornaram-se poderosas no império nipônico.
Os Taira assumiram os cargos na administração imperial e os Minamoto lutavam em guerras para dominar o território do norte da ilha de Honshu.
Na era Muromachi, o poder dos guerreiros japoneses cresceu.
O período foi marcado pela guerra civil, que ficou conhecida como Sengoku Jidai.
Um dos motivos da guerra, que teve início em 1463 e terminou em 1573, foi o fato de o então xogum Ashikaga Takaushi não ter pago o que havia prometido para os samurais que lutaram por ele.
Nessa época, a demanda por samurais aumentou muito.
A organização social rígida na qual os guerreiros tinham de escolher entre ter uma vida rural, nas fazendas, ou servir nos castelos começou com o xogum Toyotomi Hideyoshi, em uma tentativa de unificar o país.
Foi instaurada uma lei que permitia somente a samurais utilizar espadas.
No período Edo, a classe dos samurais era a mais alta.
Eles eram forçados a morar em cidades ao redor de castelos, sob o comando dos xoguns.
A fase áurea dos guerreiros se deu no xogunato dos Tokugawa, quando os samurais tornaram-se notáveis pela eficiência na administração nacional.
Com a queda do castelo de Osaka, em 1615, o último grande rival dos Tokugawa foi morto, e uma relativa paz perdurou no Japão por 250 anos, fazendo com que os samurais entrassem em desuso.
Em 1868, com a restauração Meiji, o sistema feudal japonês foi derrubado e a classe de samurais foi abolida.
O uso das espadas foi proibido, mas o espírito samurai sobreviveu.
Até hoje, os valores de lealdade, aperfeiçoamento, dedicação e outras virtudes dos samurais estão presentes na sociedade nipônica e são parte da identidade nacional.
Fonte: Revista Made in Japan
Samurais - Espírito Samurai
O termo samurai significa literalmente “aquele que serve” e designa o compromisso vitalício desses guerreiros com seus senhores nos tempos do Japão feudal. Inseparáveis de suas katanas (espadas longas), alguns samurais ainda utilizavam uma wakizashi (espada curta).
O duplo conjunto de espadas, chamado de dai-shô, era um privilégio exclusivo dessa classe social. Se sua honra era ferida ou se a missão falhava por sua culpa, o samurai cometia o harakiri ou seppuku, o suicídio ritual com a própria espada, cortando o ventre.
A vida era entregue, pois sem honra não havia porque um samurai viver.
Na sociedade japonesa, esses guerreiros dispunham de imenso poder.
Tinham o direito de executar qualquer pessoa hierarquicamente inferior - fazendeiros, artesãos e comerciantes - que incomodasse os samurais ou que não se mostrasse respeitosa com seus superiores.
Por isso, eram figuras bastante temidas.
Apesar da violência associada a esses guerreiros, ser um samurai era muito mais que ter habilidade para decepar cabeças.
Era preciso também ter um espírito puro para servir o seu senhor e lutar.
O hakama, calças largas que se estendem para os lados, era utilizado apenas por eles.
O hakama, calças largas que se estendem para os lados, era utilizado apenas por eles.
É que, além de servir para esconder os pés do lutador e impedir que o inimigo conhecesse seus movimentos, cada prega do hakama simboliza uma das sete virtudes que um samurai deve ter:
a honestidade,
a lealdade,
a coragem,
a perseverança,
a benevolência,
a compaixão e
a sinceridade.
Por isso só um samurai de verdade poderia utilizá-lo.
Fonte: Revista Made in Japan
Samurais
Os samurais possuíam quimonos que tinham gravados
os brasões da família à qual pertenciam - os Montsuki hakama
Num tempo de guerras, o Japão estava dividido em feudos e alvo constante de disputas de terras entre os séculos X e XI, surgiu então uma espécie de guerreiro que mudou para sempre a história do país; ajudou a unificar o arquipélago e fazer dele uma nação.
Esses guerreiros eram os samurais.
Exímios praticantes de artes marciais e dotados de controle sobre seu corpo e mente, os samurais tiveram como função primordial defender os senhores feudais a quem serviam.
Exímios praticantes de artes marciais e dotados de controle sobre seu corpo e mente, os samurais tiveram como função primordial defender os senhores feudais a quem serviam.
Mais tarde, tornaram-se tão poderosos que ultrapassaram os limites dos feudos e acumularam influência política e militar.
A história dos samurais segue um rigoroso e rígido código de conduta (bushido).
Os samurais que se destacaram: Miyamoto Musashi, Oda Nobunaga, Toyotomi Hideyoshi e Tokugawa Ieyasu (xoguns).
Fonte: Made in Japan - revista
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